olhando coisas antigas. tudo tão demais: amor demais, pensamentos demais, intensidade demais, cabelos grandes demais, magra demais, namorado que me amava demais, decadencia demais, tristeza demais, angustia demais, namorado idiota demais, mudanças demais, radicais demais, outra vida diferente até demais.
Tudo mudou, há 1 ano atrás eu me lamentava por aquele rapaz estar longe, tanto de distância como de sentimentos, e hoje eu sinto enojada se tiver um. E toda aquela dor, todo aquele sentimento que eu nunca mais consegui sentir...ou consigo? sempre tenho essa barreira, esse limite. Eu começo a ficar com medo, cada vez que paro pra pensar no que eu era. Na verdade, o medo é ver o que eu estou sendo, ou que sou. Do mesmo jeito que existem limites dentro de mim pra viver romances, não tenho limite de me entregar ao que não presta. ao que é nojento, sujo e prazeroso. não o que trás felicidade, e sim, o que trás prazer. acabo machucando, iludindo e me passando por sórdida. eu juro que tentei! eu juro que tento! Não posso, não dá.
e hoje, é um dia qualquer, um dia comum...não tenho o que procurar, não tenho porque esquentar a cabeça. neutro. o que me consola, é que ainda tem alguém que pode ocupar minha cabeça. mas está tão distante e as vezes acho que é tão utópico, espero que não, vou esperar. Enquanto isso, vou continuar sendo assim. Desculpa.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
saudades...
| ev+ce | diz:
amo vc bah! nao esquece disso nem pense q nao existe maiis minha amizade por vc NUNCA =D
já posso dormir feliz.
amo vc bah! nao esquece disso nem pense q nao existe maiis minha amizade por vc NUNCA =D
já posso dormir feliz.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
No surprises
Me disseram ontem que pareço que faço as coisas escondida do mundo. e eu respondi "as vezes, é o que eu prefiro mesmo." Apesar de demonstrar pensamentos, eu fiz tudo sem muita exposição, sem que os outros soubessem detalhes. Por opção própria. E me doía o sentimento que eu sentia, por eu não conseguir ser a altura, por eu ser machucada e quebrada. Por ter receio e ser quase indiferente. Por não sentir nada além de compaixão. Eu nunca quis magoa-lo, mas o desejo palpitava sobre mim, as vezes o chamava apenas pra saciar meus desejos e depois tira-lo de casa, da presença comigo, enojada, sentida e repulsa. Não me culpava por isso, mas não me sentia bem. Nunca foi da minha índole, mas era enjoativo. Aquele romance, a idéia de ser um romance me sufocava. Suas declarações, seus choros, suas palavras quando estava entorpecido, me doía mas eu no fundo não me importava. Sempre mantive a dúvida sobre o que ele falava, nunca soube quem ele era, nunca quis acreditar em tudo. E por mais que tudo que acabei de saber ter me deixado em choque, eu não estou surpresa. É a cara dele. Sinto em dizer agora diretamente: Você fracassou. Seu plano, dessa vez, não deu certo. Essa atitude foi um tanto previsível, sempre pensei comigo que um dia voltaria a ser como era ou algo parecido. e foi a segunda opção, ser dissimulado e oblíquo é o que você consegue ser. Não estou atirando, julgando, é a primeira vez que não. Mas o sentimento que eu tinha, agora, mais do que nunca, não muda: Dó, Pena. Suas satisfações e prazeres são limitados e nunca duram. Seu coração não age, não se mexe e você, um dia, irá terminar sozinho. No meio de todas as suas conquistas materiais, porém, sua essência sempre será vazia. Viverá com suas ambições e sem emoção e sem a maior das satisfações: felicidade. É clichê, mas é veridico. Talvez minha missão foi mesmo abrir seus olhos mas eu não me importo. E eu ainda posso te chamar pra me saciar e dessa vez nao vai me doer, porque nada em você é real, não enxergo mais isso. Agora, de verdade.
Apesar de tudo, restou uma dúvida que é se atrás desse plano medíocre seu coração te traiu.
Deve saber do que estou dizendo.
Apesar de tudo, restou uma dúvida que é se atrás desse plano medíocre seu coração te traiu.
Deve saber do que estou dizendo.
domingo, 25 de maio de 2008
no sense
Já escrevi dois textos e nenhum me satisfaz. Só estou cansada de iludir os outros e nao conseguir retribuir nada. quero me ver livre de novo, isso não é pra mim. Pelo menos não agora, eu acho.
mas deixa estar que amanhã estarei vendo o passarinho colorido.
mas deixa estar que amanhã estarei vendo o passarinho colorido.
domingo, 11 de maio de 2008
"Ainda somos os mesmos e vivemos...
Era uma adolescente muito linda, rosto fininho, queixo bem meigo e sempre se queixou das suas pernas que com certeza - como toda jovem - uma que teria as pernas mais grossas gostaria de ter como a dela. Mentia para seus pais quando ia pra danceteria dizendo que ia na festa de aniversário de um fulano. Seu pai um dia pediu pra que avisasse pra onde iria e não ficar indo em festas de quem ele nem sabia quem era. Ela parou de mentir. Dançava, dançava, dançava e como dançava! Era inocente até uma certa época, primeiro beijo aos 15, uma ingênua ousadia. Sabia ter limites, nunca precisou de nada para ser feliz e se divertir nas noites com as amigas, só bastava ser ela mesma. Tinha raiva de certas meninas que não prestavam mas conseguia ter boas e cativantes amigas. Trabalhava, namorava ou tinha casinhos, estudava. Namorou por muito tempo a distância, cartas, paixãozinha até terminar por conta do cara do metrô. Que veio a ser namorado, seu noivo, seu marido. Curtiu seu casamento a sós por cerca de quase 5 anos, até chorar por descobrir que não estava grávida. Decidiu ficar de vez e assim gerou um bebê, que não sabia o sexo, por 9 meses. Quando ela saiu, através da cesária, mesmo dopada de remédio ria sem parar por saber que era realmente uma menina! uma menina! O primeiro contato foi fácil, mamou logo de primeira, sem complicações...foi aqui começou uma nova relação de amor, amizade e companheirismo. Brincavam, cantava canções de ninar, lia gibis e ensinava as cores. Foi assim, uma familia até os 8 anos da pequena, a partir dai o pai foi embora e só restaram as duas. O contato com o pai não era tão grande, e a filha se apegou muito mais a mãe, tinha ciúmes, inventava namorados, causava alguns acidentes. Ela foi muito forte, passar por tudo aquilo nao era fácil. Fazer a pequena filha enteder a situação sem ter que usar as palavras de repugnância que se passavam pela sua cabeça e coração. As vezes, ela tomava atitudes que se arrependia, como isso, ela é só uma criança...mas dói tanto, o que fazer? Elas cresceram juntas, essa fase passou e logo começou: a criança virou adolescente. Beijou, começou a sair, conhecer gente nova, até namorar sério. No começo parecia bem, houve coisas que assustavam mas tudo ok! uma pena que nao sucedeu assim e foi mais outra barra a segurar, quase sempre sozinha, ver a filha cega e sem rumo e sem conseguir interferir. Mais uma vez, a fase passou vindo mais um monte que talvez nunca pare. Mas ela é forte, ela agora sabe conversar melhor, ela ama muito sua filha. Ela se orgulha dela, ela gosta do companheirismo e morreria para salvar sua vida. Talvez se precipite algumas vezes mas além de mãe, ela é mulher, humana. O que importa é que no final, tudo acaba bem. Final? Nao existe final, e se fosse só rosas até seria chatinho. Um dia ela vai sentir falta do histerismo daquela menina. Enquanto ela pode, ela cuida da sua pequena-grande cria.
Mãe, olha o quanto eu sei da sua vida. Mesmo que o que eu mais queria saber, é o que passa pela sua cabeça as vezes. Isso não importa agora, eu só te agradeço tudo que você faz por mim (comecei a chorar agora), tenho MUITO orgulho de ser sua filha. E voce nao acredita as vezes, mas eu adoro te ver sorrindo e quero que você seja muito feliz, realizando teus sonhos. Obrigada hoje e sempre por estar ao meu lado. EU TE AMO DEMAIS, MÃE. muito mesmo.
...como os nossos pais"
Mãe, olha o quanto eu sei da sua vida. Mesmo que o que eu mais queria saber, é o que passa pela sua cabeça as vezes. Isso não importa agora, eu só te agradeço tudo que você faz por mim (comecei a chorar agora), tenho MUITO orgulho de ser sua filha. E voce nao acredita as vezes, mas eu adoro te ver sorrindo e quero que você seja muito feliz, realizando teus sonhos. Obrigada hoje e sempre por estar ao meu lado. EU TE AMO DEMAIS, MÃE. muito mesmo.
...como os nossos pais"
fake plastic trees
Isto o desgasta...desgasta.
Ela parece verdadeira, ela tem sabor verdadeiro.
Meu amor artificial de plástico, mas não posso evitar o sentimento!
Eu poderia explodir através do teto se eu simplesmente me virar e correr.
E isto me desgasta.
Se eu pudesse ser quem você queria o tempo todo, o tempo todo...
(tradução de um trecho de Fake Plastic Trees - Radiohead; perfeitos. além de perfeita pro momento)
Ela parece verdadeira, ela tem sabor verdadeiro.
Meu amor artificial de plástico, mas não posso evitar o sentimento!
Eu poderia explodir através do teto se eu simplesmente me virar e correr.
E isto me desgasta.
Se eu pudesse ser quem você queria o tempo todo, o tempo todo...
(tradução de um trecho de Fake Plastic Trees - Radiohead; perfeitos. além de perfeita pro momento)
quarta-feira, 7 de maio de 2008
ufa!
Começou o dia com uma cãibra na perna. levantei num súbito, tentei faze-la parar de doer e voltei a dormir. Pedi a minha mãe pra que eu pudesse entrar na segunda aula e voltei a dormir. Quando acordei, estava com frio e fiquei um tempo sentada na cama, com as penas encolhidas contra o corpo olhando meus pés, até tomar coragem e me levantar. Tomei café com leite e escovei os dentes, pra depois ir a escola. Finalizei um trabalho de Sociologia na aula de Matemática, enquanto fingia prestar atenção fazendo perguntas sobre as contas. Na aula do trabalho, o entreguei e ganhei "Parabéns". Na aula de português nos chamaram pra ver a coreografia da festa junina e fomos na quadra. eu junto com o Bruno e a Karen não quisemos dançar e ficamos matando aula com a desculpa que queriamos 'ver os passos pra ver se queríamos dançar'. Fiquei lá observando e rindo a custas dos coitados que tinham que fazer aqueles passinhos countrys bizarros.! Um deles, meu (ex)amorzinho platônico que me desencantou mais ainda tentando dançar. mas paradinho continua uma gracinha. Suportei o resto da aula de Português, vim pra casa e dormi. Dormi muito bem mas acordei e começou o inferno: minha rinitei atacou, eu estava com frio, eu não parava de espirrar e ficar atônita por conta dos mesmos e meu cachorro havia feito cocô na sala. Fiz tudo correndo pra ir almoçar com minha mãe antes de trabalhar, meu cachorro nao obedecia, acabei dando bronca e sai de casa meio zonza. Tudo estava me irritando, observei uma mãe com uma filhinha e ela me irritava por tratar sua filha grosseiramente, puxando pelos braços como se fosse boneca. Não seis e foi fruto de minha ira momêntanea aquele pensamento, mas depois ficou normal. Li o livro para a escola no metrô e está engraçadinho. Me sentia ofegante, minhas crises de bronquite parecem voltar. No restaurante tirei os óculos escuros e me assustei com as olheiras. Comi pouco. tinha muita carne para servir e eu não gosto. No trabalho foi mais calmo e tinha equipamentos novos e que funcionavam. Ia direto para casa e decidi ir com minha mãe visitar sua amiga que estava há dias atrás enferma e tinha feito cirurgia. Foi legal, engraçado e o remédio que ela me emprestou fez minha cólica passar. Gratificante, eu ri bastante. Depois fui a um restaurante com minha tia e minha mãe tomar caldos/sopas que estavam muito bons. e pra finalizar, um doce de creme, morangos e chocolate.
Um dia cheio de contradições, altos e baixos e mudanças de humor só podia acabar de um jeito: menstruada.
Um dia cheio de contradições, altos e baixos e mudanças de humor só podia acabar de um jeito: menstruada.
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