domingo, 25 de maio de 2008

no sense

Já escrevi dois textos e nenhum me satisfaz. Só estou cansada de iludir os outros e nao conseguir retribuir nada. quero me ver livre de novo, isso não é pra mim. Pelo menos não agora, eu acho.
mas deixa estar que amanhã estarei vendo o passarinho colorido.

domingo, 11 de maio de 2008

"Ainda somos os mesmos e vivemos...

Era uma adolescente muito linda, rosto fininho, queixo bem meigo e sempre se queixou das suas pernas que com certeza - como toda jovem - uma que teria as pernas mais grossas gostaria de ter como a dela. Mentia para seus pais quando ia pra danceteria dizendo que ia na festa de aniversário de um fulano. Seu pai um dia pediu pra que avisasse pra onde iria e não ficar indo em festas de quem ele nem sabia quem era. Ela parou de mentir. Dançava, dançava, dançava e como dançava! Era inocente até uma certa época, primeiro beijo aos 15, uma ingênua ousadia. Sabia ter limites, nunca precisou de nada para ser feliz e se divertir nas noites com as amigas, só bastava ser ela mesma. Tinha raiva de certas meninas que não prestavam mas conseguia ter boas e cativantes amigas. Trabalhava, namorava ou tinha casinhos, estudava. Namorou por muito tempo a distância, cartas, paixãozinha até terminar por conta do cara do metrô. Que veio a ser namorado, seu noivo, seu marido. Curtiu seu casamento a sós por cerca de quase 5 anos, até chorar por descobrir que não estava grávida. Decidiu ficar de vez e assim gerou um bebê, que não sabia o sexo, por 9 meses. Quando ela saiu, através da cesária, mesmo dopada de remédio ria sem parar por saber que era realmente uma menina! uma menina! O primeiro contato foi fácil, mamou logo de primeira, sem complicações...foi aqui começou uma nova relação de amor, amizade e companheirismo. Brincavam, cantava canções de ninar, lia gibis e ensinava as cores. Foi assim, uma familia até os 8 anos da pequena, a partir dai o pai foi embora e só restaram as duas. O contato com o pai não era tão grande, e a filha se apegou muito mais a mãe, tinha ciúmes, inventava namorados, causava alguns acidentes. Ela foi muito forte, passar por tudo aquilo nao era fácil. Fazer a pequena filha enteder a situação sem ter que usar as palavras de repugnância que se passavam pela sua cabeça e coração. As vezes, ela tomava atitudes que se arrependia, como isso, ela é só uma criança...mas dói tanto, o que fazer? Elas cresceram juntas, essa fase passou e logo começou: a criança virou adolescente. Beijou, começou a sair, conhecer gente nova, até namorar sério. No começo parecia bem, houve coisas que assustavam mas tudo ok! uma pena que nao sucedeu assim e foi mais outra barra a segurar, quase sempre sozinha, ver a filha cega e sem rumo e sem conseguir interferir. Mais uma vez, a fase passou vindo mais um monte que talvez nunca pare. Mas ela é forte, ela agora sabe conversar melhor, ela ama muito sua filha. Ela se orgulha dela, ela gosta do companheirismo e morreria para salvar sua vida. Talvez se precipite algumas vezes mas além de mãe, ela é mulher, humana. O que importa é que no final, tudo acaba bem. Final? Nao existe final, e se fosse só rosas até seria chatinho. Um dia ela vai sentir falta do histerismo daquela menina. Enquanto ela pode, ela cuida da sua pequena-grande cria.

Mãe, olha o quanto eu sei da sua vida. Mesmo que o que eu mais queria saber, é o que passa pela sua cabeça as vezes. Isso não importa agora, eu só te agradeço tudo que você faz por mim (comecei a chorar agora), tenho MUITO orgulho de ser sua filha. E voce nao acredita as vezes, mas eu adoro te ver sorrindo e quero que você seja muito feliz, realizando teus sonhos. Obrigada hoje e sempre por estar ao meu lado. EU TE AMO DEMAIS, MÃE. muito mesmo.

...como os nossos pais"

fake plastic trees

Isto o desgasta...desgasta.
Ela parece verdadeira, ela tem sabor verdadeiro.
Meu amor artificial de plástico, mas não posso evitar o sentimento!
Eu poderia explodir através do teto se eu simplesmente me virar e correr.
E isto me desgasta.
Se eu pudesse ser quem você queria o tempo todo, o tempo todo...

(tradução de um trecho de Fake Plastic Trees - Radiohead; perfeitos. além de perfeita pro momento)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

ufa!

Começou o dia com uma cãibra na perna. levantei num súbito, tentei faze-la parar de doer e voltei a dormir. Pedi a minha mãe pra que eu pudesse entrar na segunda aula e voltei a dormir. Quando acordei, estava com frio e fiquei um tempo sentada na cama, com as penas encolhidas contra o corpo olhando meus pés, até tomar coragem e me levantar. Tomei café com leite e escovei os dentes, pra depois ir a escola. Finalizei um trabalho de Sociologia na aula de Matemática, enquanto fingia prestar atenção fazendo perguntas sobre as contas. Na aula do trabalho, o entreguei e ganhei "Parabéns". Na aula de português nos chamaram pra ver a coreografia da festa junina e fomos na quadra. eu junto com o Bruno e a Karen não quisemos dançar e ficamos matando aula com a desculpa que queriamos 'ver os passos pra ver se queríamos dançar'. Fiquei lá observando e rindo a custas dos coitados que tinham que fazer aqueles passinhos countrys bizarros.! Um deles, meu (ex)amorzinho platônico que me desencantou mais ainda tentando dançar. mas paradinho continua uma gracinha. Suportei o resto da aula de Português, vim pra casa e dormi. Dormi muito bem mas acordei e começou o inferno: minha rinitei atacou, eu estava com frio, eu não parava de espirrar e ficar atônita por conta dos mesmos e meu cachorro havia feito cocô na sala. Fiz tudo correndo pra ir almoçar com minha mãe antes de trabalhar, meu cachorro nao obedecia, acabei dando bronca e sai de casa meio zonza. Tudo estava me irritando, observei uma mãe com uma filhinha e ela me irritava por tratar sua filha grosseiramente, puxando pelos braços como se fosse boneca. Não seis e foi fruto de minha ira momêntanea aquele pensamento, mas depois ficou normal. Li o livro para a escola no metrô e está engraçadinho. Me sentia ofegante, minhas crises de bronquite parecem voltar. No restaurante tirei os óculos escuros e me assustei com as olheiras. Comi pouco. tinha muita carne para servir e eu não gosto. No trabalho foi mais calmo e tinha equipamentos novos e que funcionavam. Ia direto para casa e decidi ir com minha mãe visitar sua amiga que estava há dias atrás enferma e tinha feito cirurgia. Foi legal, engraçado e o remédio que ela me emprestou fez minha cólica passar. Gratificante, eu ri bastante. Depois fui a um restaurante com minha tia e minha mãe tomar caldos/sopas que estavam muito bons. e pra finalizar, um doce de creme, morangos e chocolate.
Um dia cheio de contradições, altos e baixos e mudanças de humor só podia acabar de um jeito: menstruada.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

it's over

Tenho dito isso com frequencia. e parece que foi mesmo o que aconteceu. Tenho pensado nisso sem parar, num turbilhão de pensamentos, desde ontem quando foi dita aquela noticia. A imagem não sai da minha cabeça, o olhar, sorriso e palavras sórdidas. Aquele maldito beijo de judas! Por que você fez isso? Eu sou uma loser mesmo, nunca soube o que queria, nem sei ainda, nunca soube te completar mesmo, eu nem sei o que você queria de mim. No momento eu não sinto mais tanta raiva como antes mas tenho uma certa cólera. Uma repugnância. Uma ironia, um sarcasmo. E sim, isso pode soar pior que raiva. Eu fico péssima em saber que estou mal por isso, saber que continuei arriscando por porra (desculpem o palavreado) por nada. Saber que aquele jeitinho fofinho, meiguinho e alegrinho não passava de uma atitude dissimulada. Ou não...mas que nao deveria ser feita por saber que ia dar tal noticia e ainda mais, saber minha reação, isso é. Finalmente estou sem você. Essa frase não é pra ter soado positiva e nem negativa.
É neutra, um dia ela vai soar de algum jeito. Sabe, era pra EU ter terminado tudo isso, eu já tinha planos. Mas eram planos muito vagos, só seriam realizados futuramente e com muita cautela, carinho pra não machucar ninguém. Porque quem ama, preza e eu nao queria ver ninguém mal. Você roubou minha idéia de acabar, mas acabou da pior forma possivel, dilacerando-me totalmente. Foi como um tapa na cara, seguido de um grito dizendo: FIM! Eu estou perplexa, sim. Demais. Eu nem sei mais como agir. Por enquanto, não quero suas palavras de consolo, de preocupação, eu as recusei mesmo, eu não quero ouvir isso agora. Desculpa, agora não. Agora eu preciso de você bem longe, seu olhar, sua respiração, sua presença. Não quero ouvir sobre você mesmo você sendo a coisa que eu mais tenho repetido na minha mente e pra outras pessoas ultimamente.
Amizade, nem pensar. Não porque sou cheia de frescuras e nao sei perder mas porque eu preciso dar um tempo de você. E ainda tive que ouvir que sou rodada e "Não sei, nunca entendi o porquê gosto tanto de você, assim". Tenho vontade de quebrar tudo quando lembro disso. Não vou te desejar felicidade agora, nem que quebre a cara. Se você acha isso melhor, tá. Você era um mundo diferente de tudo na minha vida e agora eu quero que esse mundo exploda! Se for pra voltar a minha vida, que venha pro meu mundo normal...mas nem sei quando isso pode acontecer, só sei, que agora não.
Eu não consigo sentir mais nada direito. E agora só vou viver, sentir e usufruir das coisas sem ter que pensar em você.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

menina má

Eu tenho agido com certa cautela, silenciosa e com grande mistério. Como eu sempre quis, como nunca tinha feito antes. Eu peguei, o tomei pra mim, roubei tudo que lhe era possivel. Não quis deixa-la de fora, fui sincera aos meus sentimentos, ou não fui? fui. Mas não todos os sentimentos.
Eu deveria como uma menina má me aproveitar de todo o sentimento e prazer, de todos os sorrisos, emoções, momentos, endorfinas e deixar. ir embora. ah, eu devia! AH, eu não consigo. Eu não. Eu tenho um coração autista mas ele palpita e precisa de suas doses. Meu corpo pede, minha alma pede, meu desejo pede. Por que é assim? Me deixa ser normal, vai, ele e eu, minhas gracinhas, travessuras e conversinhas. Inhas, inhas, inhas. Quanta breguice.
Não, não se contenta em ser sem-graça. Precisa impressionar, precisa me fazer ficar louca, precisa ser extravagante, precisa tirar minha rotinha, precisa me deixa em frenesi. Eu quero acabar com tudo isso! Deixa? Vai, eu nem sou tudo isso. Você é, eu sei. Eu não resisto, resista sua vagabunda, quem é a menina má?! Romântica, grossa, mal-humorada, autista, simpática, bipolar, tripolar, polipolar, seca, fria, cativante, critica. VAI! acaba com tudo isso, você pode, aqueles olhos não podem te impressionar. Ou podem? Ou o problema é o outro lado? Ele? é um problema? Prazeres, amores e ternura são problemas? Casual, do jeito que eu gosto. Com carinho, bem devagar, sem pressa, paulistas tem pressa e eu decendo de mineiros, seeem pressa. eu te amo, gosto de você e desejo como ninguém. como ninguém? Ah va, sem levantar egos. Ah va, eles me enlouquecem. Ah va, eu sou uma só. Fora dos padrões de regras e bons costumes. Se fossem iguais, mas tem praticamente tudo de diferente. ai, como eu gosto. ai como preciso acabar com isso. Parece que estou delirando e meus dedos só demonstram meus pensamentos, meu corpo e a minha excitação digitando. Tudo precipitado, impulsivo.

Esse texto precisa de fim, assim como toda essa situação.
Ok, próximo!

segunda-feira, 24 de março de 2008

ps: eu te amo.

Nunca te falei isso, nunca mandei um scrap te dizendo isso, nem uma mensagem e nunca disse no telefone. O sentimento não é explicito e não está na cara, mas o carinho tem crescido a cada dia...hoje eu ri tanto e me senti tão bem, como nunca tinha me sentido antes com você. Ao contrário de me irritar e me deixar brava, hoje eu quis você aqui um pouco mais.
Somos confusos, meio que não prestamos, desencanados. Finalmente, você encontrou alguém a sua altura. Que não se rebaixa e sabe te impressionar. Não sei se é você, mas você me instiga, me faz que eu queira você pra perto mesmo quando quero ficar sozinha. esse nosso amorzinho casual tem me deixado bem, assim como meu café as 7h que acontece todo dia, libera a minha endorfina e mesmo ausente por alguns dias eu o quero sempre.
Nunca te disse nada diretamente sobre meus sentimentos. orgulho? não, a ultima coisa que eu sou é orgulhosa. Talvez receio, mas tem sido tão bom...o que você foi no passado nem tem muita importancia pra mim agora, por que eu não apareci antes? eu apareci na hora certa. Você com seu cigarrinho, dvd na mão, festa da fifi, todo mundo de abelhudo. eu te odiei. filho da mãe, atraente, eu ODIEI. E depois, ah, depois você sabe. Depois daquele dia do rolê, a gente não parou mais.

quer saber? eu acho que eu te amo.