quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

08

Esse ano não merece retrospectivas. Poucas vezes fui alguma coisa. Fui o que quiseram, fui o que fizeram de mim, deixei ser consequencia. Até o segundo semestre, andei completamente perdida.
Do bom que aconteceu me fez o bem que estou agora. Foi o ano mais rápido da minha vida até agora. Estou pra ser alguma coisa, ter uma definição.
eu sou "a especial", eu sou "o melhor presente que alguém poderia ganhar", eu sou o que eles me dizem. Eu serei o que eu penso. e ponto.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

especial como o natal

uma véspera de natal que eu acordei com um telefonema do meu pai perguntando da minha mãe. muito estranho, por quê ele queria saber da minha mãe, falar com ela...Não sei onde ela está, voltei a dormir. acordei com minha mãe. voltei a dormir. acordei, olhei pro lado e vi o rosto dele, sentado, a beira da minha cama. Ele tinha vindo, uma surpresa de natal. Daquela vez eu fui chamada de "especial como o natal". Daquela vez fizeram algo diferente por mim.
lembrei disso numa manhã dessas. e o Natal chega de novo, lembrando que as coisas passam e tudo vai embora, por aí, pra nunca mais.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

E eu as vezes me incomodo com essa minha personalidade. essa coisa descartável, sem perspectivas. meio limitada e que falta riscos. Então me impregna cheiros no meu cabelo, na minha roupa, no meu nariz. vou acumulando os cheiros, que só lembro quando os sinto e no resto do tempo, ficam esquecidos. Talvez eu faça isso pra tapear uma vontade, uma carência passageira, uma tentativa de aventura, sorte (por que não?), ver sem querer se é o que eu estou procurando. Eu to procurando? esperando? não sei.
é que me deu uma vertigem naquela estação de trem...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro - dentro de mim?"

Caio Fernando Abreu

domingo, 7 de dezembro de 2008

O nada. O poeta infeliz. Nunca soube dizer nada, nunca soube fazer nada.
Não vale a pena. Só soube pensar. Jogar tudo ao vento...ser mais um. O que sempre quis ser o único mas sempre foi o mais um. Iludiu, perdeu, nada quis. Nada levou a sério. Teu rosto não é sério. Tuas vontades não são sérias. Nem sóbrio é sério. Prefere estar quimicamente alterado para sentir-se entorpecido nas luzes coloridas. Seu universo está perdido. Seu inferno é agora. A mão que deseja está longe.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008